ad valorem

Participação Cívica

ad valorem

Este pretende ser um espaço de participação cívica. Aqui iremos debruçar-nos sobre o quotidiano político, seja de âmbito nacional seja de âmbito regional ou local.

António J. B. Ramalho

0
0
0
s2sdefault

Em linha...

Temos 27 visitantes e 0 membros em linha

GOP 2013 - Município de Estremoz

Foram hoje aprovadas as GOP 2013 (Grandes Opções do Plano, documento que inclui o plano plurianual de investimentos, o plano das actividades mais relevantes - despesas correntes - e, naturalmente, o orçamento da receita e da despesa).

 

Desta vez os nossos dirigentes autárquicos fixaram despesas no valor de quase 24 milhões de euros, fazendo de conta que vão auferir receitas de igual montante.

Foi justamente por causa deste faz de conta que votei contra as GOP.

Houve mais uma vez empolamento orçamental e, portanto, vai continuar a ser possível fazer cabimentos para despesas cuja receita que as permitiria efectivar não vai ocorrer.

Nas vendas de bens de investimento prevêem-se 3 milhões e 500 mil euros de receita, quando no ano corrente ainda só se conseguiram receber 2 mil e 900 euros. Nos rendimentos de propriedade o exagero da previsão é similar: a receita prevista para 2013 é de 4 milhões e 700 mil euros enquanto, em 2012, tal receita está estimada nos cerca de 500 mil euros que a EDP paga pela infra-estrutura eléctrica municipal.

Resumindo: parece existir desde o início do mandato uma obsessão com a venda do nosso recurso mais vital: a água. Tal venda, nos sonhos do actual executivo, há-de ser feita por um valor elevado e depois há-de ainda gerar uma renda de cerca de 5 milhões de euros. Não sei se é preciso referir que aqui algum delírio manifestamente doentio: é que a receita actual de venda da água é de aproximadamente 400 mil euros e de saneamento básico mais cerca de 100 mil. Ou
seja, aquilo que actualmente rende aos cofres da autarquia cerca de 500 mil euros há-de passar milagrosamente a gerar um rendimento de 5 milhões. Creio que nem mesmo vendendo a água ao preço do champanhe alguma concessionária privada, visando o lucro, conseguiria pagar uma renda de 5 milhões.

Se não é esta a razão, então somos forçados a concluir que afinal nada disto tem outra justificação que não seja continuar a empolar o orçamento e, com tal empolamento, conseguir o cabimento orçamental para a realização de despesas em relação às quais se sabe de antemão que não irá haver receita que as cubra.

0
0
0
s2sdefault